Técnicas de estudo
De 10 técnicas de estudo, só 2 tiraram nota alta
Cinco pesquisadores revisaram centenas de estudos sobre como os alunos estudam. Grifar e reler, as técnicas mais usadas, ficaram com nota baixa. Testar-se e revisar em dias diferentes, com a mais alta.
Por Gabs Resumos18 de outubro de 2026Leitura de 4 min
Em 2013, John Dunlosky e quatro colegas publicaram uma das revisões mais citadas sobre como estudar. Eles escolheram dez técnicas, algumas porque os alunos mais usam, outras porque pareciam promissoras, e avaliaram cada uma em centenas de estudos: funciona para alunos de idades diferentes? Para matérias diferentes? Para provas diferentes? O efeito dura?
O resultado
Cada técnica recebeu uma nota de utilidade: alta, moderada ou baixa. Só duas tiraram nota alta.
Testar-se é qualquer forma de tentar lembrar sem olhar: questão, flashcard, ficha em branco. Revisar em dias diferentes é espalhar o estudo, em vez de concentrar tudo na véspera. As duas funcionaram em quase todo tipo de aluno, matéria e prova que os pesquisadores encontraram.
E o resumo?
Fazer o próprio resumo ficou com nota baixa: rende pouco para o tempo que consome, e muita gente não sabe resumir bem. Grifar e reler, as técnicas favoritas de quase todo mundo, também.
A conclusão prática é outra: o tempo de estudo vale mais em testar e revisar do que em montar o material. Quem gasta a semana passando o livro a limpo chega na véspera sem tempo para as duas técnicas que funcionam.
O que isso muda no seu estudo
- Pare de grifar e reler. Leia uma vez e teste-se.
- Divida a matéria em várias sessões curtas, em dias diferentes, em vez de uma maratona na véspera.
- Use material pronto e curto para revisar: ele cabe em várias rodadas antes da prova.
É para isso que existem os resumos da Gabs: o material já vem organizado, e o seu tempo vai para revisar e se testar.
Fonte. Dunlosky, J., Rawson, K. A., Marsh, E. J., Nathan, M. J., e Willingham, D. T. (2013). Improving students’ learning with effective learning techniques. Psychological Science in the Public Interest, 14(1), 4–58.
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